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O Bloco de Esquerda, na Assembleia Municipal de 13 de Abril, votou contra a alienação do terreno municipal na Av. dos Náufragos porque defende que o escasso espaço urbano de propriedade municipal deve ser preservado e dedicado a um Plano Municipal de Emergência que estanque a saída dos sesimbrenses que ainda vivem na sua terra e potencie um movimento de retorno, de quem, por falta de alternativas, teve que abandonar a sua terra.
Conheça aqui a declaração de voto.
O terreno que o executivo se propõe vender será, seguramente, a última parcela de terreno municipal na primeira linha de água na baía de Sesimbra.
O executivo camarário já tornou público que pretende alienar igualmente os poucos terrenos municipais existentes no coração da vila, na Av. da Liberdade.
Aliás, a Câmara Municipal, numa atitude absolutamente ilegal e imoral já promoveu em feiras do sector turístico e imobiliário a venda destes terrenos sem que a Assembleia tivesse decidido a sua alienação.
Reconhecendo que o problema da desertificação é de difícil solução, o BE entende que são os problemas difíceis que carecem de resoluções corajosas e do esforço, se possível unânime, de todas e de todos. Para a unanimidade necessária à resolução dos grandes problemas dos concidadãos, o Bloco de Esquerda está disponível. Para a unanimidade que tem animado o actual executivo municipal, não.
Qualificar a vila de Sesimbra e fomentar a criação de habitação a preços não especulativos deveria ser a prioridade. Vender património para obter liquidez para a continuação de campanhas de propaganda e politica-espectáculo não.
Por proposta do BE, foi aprovada nessa AM, uma moção repudiando qualquer tentativa de privatização dos serviços de saúde, nomeadamente dos serviços de atendimento permanente (SAP), contrariando-se assim, de forma clara, algumas insinuações no sentido inverso, patrocinadas pela concelhia de Sesimbra do PSD. Na opinião dos bloquistas, a saúde deve ser um direito gratuito para todos os cidadãos e a qualidade e esperança de vida da população não se pode medir pelo seu bolso.
Também por proposta do BE, foi aprovada uma recomendação ao executivo da Câmara Municipal, no sentido de que se considere a Quinta do Conde como território prioritário para implementação de equipamentos públicos de uso cultural e estabeleça, urgentemente, um programa de actividades regulares de fruição cultural a terem lugar nesta vila do concelho. Defendem os bloquistas que na Vila da Quinta do Conde não existem equipamentos culturais básicos como um cinema ou uma biblioteca, nem são promovidos pelo Município espectáculos que fomentem a criação de públicos e possibilitem a fruição da actividade artística. Apesar de esta ser a maior urbe de Sesimbra com aproximadamente 50 % dos habitantes do concelho e de lá se registar a residência do maior número de jovens do concelho, os habitantes da Quinta do Conde têm de se deslocar a Sesimbra para assistir a um evento cultural, o que, na maioria dos casos, só pode ser assegurado através da utilização de transporte próprio.
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